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Menos da metade dos rondonenses de 80 a 89 anos comparecem para a segunda dose da vacina contra a Covid-19

Médico rondonense enfatiza a importância de receber a imunização de reforço

16/04/2021 16h10
Por: Redação
Menos da metade dos rondonenses de 80 a 89 anos comparecem para a segunda dose da vacina contra a Covid-19

O relatório de vacinação contra a Covid-19 em Marechal Rondon apresenta números que preocupam, relacionados à segunda dose da imunização, especialmente para os idosos acima de 80 anos.

Conforme consta nos relatórios, na faixa etária acima de 90 anos 114 pessoas foram imunizadas na primeira dose e 112 receberam o reforço, ou seja, apenas duas pessoas ainda não receberam a segunda dose. Já da faixa etária de 85 a 89, 348 pessoas receberam a primeira dose e apenas 66 a segunda. Já de 80 a 84 anos, 648 receberam a primeira dose e 335 a segunda. Portanto, na faixa etária de 80 a 89 anos 996 pessoas receberam a primeira dose e apenas 401 a segunda, o que corresponde a 40%. Segundo o setor de epidemiologia, da Secretaria de Saúde, 100% das pessoas nesta faixa etária já deveriam ter recebido a segunda dose. Por isso os dados são preocupantes.

No momento, a segunda dose está sendo iniciada em pessoas de 75 a 79 anos. Segundo a secretária de Saúde, Marciane Specht, todos devem observar a carteira de vacinação para saber a data da aplicação do reforço, que deve ser de pelo menos 25 dias após o recebimento da primeira imunização, em se tratando da marca Coronavac.

Marciane ressaltou que existem vacinas suficientes para a aplicação da segunda dose. Inclusive, a secretaria de Saúde, a partir de hoje, sexta-feira, dia 16, instalou ponto permanente para que a segunda dose seja aplicada, no parque de exposições. O atendimento será de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30.

O reforço é fundamental

Em Marechal Rondon, até o momento, foram aplicadas duas marcas de vacina: Coronavac e a Astrazeneca. Para ambas, as pessoas devem tomar duas doses. O médico e diretor-técnico da Atenção Primária à Saúde de Marechal Rondon, Rambert Bessa, enfatiza que o reforço é fundamental. "Cria-se uma falsa ilusão de que com uma dose já seria suficiente para estar imunizado. Isso não é verdade. Nenhum estudo avaliou a eficácia do soro-conversão com apenas uma dose. Não tem como afirmar que com apenas uma dose de uma das vacinas se tem qualquer imunidade ou proteção contra o vírus. Só podemos afirmar isso com a aplicação das duas doses", enfatizou o profissional. 

O médico lembrou também que os estudos são feitos com base na capacidade do organismo em neutralizar o vírus. Por isso, após a aplicação da vacina é necessário um período entre 15 a 28 dias para que o organismo comece a produzir os anticorpos. 

A importância da imunização

As vacinas que estão sendo aplicadas não garantem eficácia de 100% de imunização. Em decorrência disso, muitos se questionam se “vale a pena” receber as doses. Questionado sobre isso, o profissional médico explicou que a pessoa realmente não está livre, mas ao estar imunizada com as duas doses, ela terá uma significativa redução nas chances de ser acometida pela doença de forma grave. “Os estudos observaram que a maioria das pessoas imunizadas não desenvolveu a doença. Um baixo número teve a doença de forma moderada e um número ainda mais baixo de forma grave", relatou Rambert.

Efeitos colaterais

Outra questão que é comumente levantada é sobre os efeitos colaterais que a vacina poderia gerar. De acordo com Rambert, apenas um em cada 100 pacientes tem algum efeito colateral após a aplicação da dose. “Isso geralmente acontece nos primeiros sete dias. As mais comuns são: dor no local de aplicação, vermelhidão, enjoo, diarreia, dores musculares e articulares, coriza, congestão nasal, entre outras. Nada grave. São reações que a população não deve temer, pois são comuns em qualquer tipo de vacina. Muito comum, inclusive, na vacina da gripe. Caso haja algum tipo de reação, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima para relatar e avaliar", esclareceu.

O médico mencionou ainda que a vacina é a única medida comprovadamente eficaz, até o momento, para buscar controlar a pandemia do coronavírus. “Ela é a nossa arma na busca do restabelecimento de uma vida normal”, finalizou Rambert.

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